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sábado, 30 de maio de 2009

Penumbra

Uma vela acesa ao meu lado
Traz uma faísca do passado, amor
Luz silenciosa que permeia
De beleza tudo o que rodeia

A escuridão que esconde os seus
Tesouros mais secretos
Ofuscados pelo excesso
Do Fulgor da luz dos refletores
Sóis que roubam a beleza
Mais profunda dos detalhes
Que só a penumbra pode dar


Sentado à meia escuridão, parcialmente interrompida por uma pequena vela acesa sentada ao meu lado no sofá de casa. Percebo que os objetos ao redor da luz de uma vela trazem uma beleza que uma luz mais intensa não pode proporcionar. A quantidade de informações que se tem dos objetos é bem menor sob a luz de uma pequena vela, mas a profundidade das informações é inigualável. Uma luz elétrica de forte intensidade como as que usamos apresenta todos os objetos ao seu redor no mesmo plano. Tudo muito bem iluminado. Dependendo da quantidade destes, ficamos à nossa frente com um sem-número de coisas com as quais podemos nos distrair. São fontes iluminadas implorando por nossa atenção. Uma vela acesa não tem um alcance luminoso capaz de descobrir a nós tudo ao mesmo tempo. Ela não tem o poder de simular na noite a luz do dia. Para descobrir o universo ao nosso redor é preciso que nos desloquemos conduzindo a luz da vela junto a nós. E assim a sua luz nos apresentará os detalhes de cada objeto. Detalhes que passariam despercebidos se tivéssemos todos ao mesmo tempo à nossa mira. Uma descoberta gradativa forçando-nos a dedicar mais atenção aos objetos mais próximos revelados pela fraca luz. A vela geralmente traz consigo o silêncio. A pouca luz, poucas coisas para se distrair por vez, junto com o silêncio, trata-se de um convite para viver o presente com mais intensidade. Sim porque se nos imaginarmos numa caminhada. Uma estrada plana, longa, cheia de atrações, pessoas, paisagens, oportunidades, experiências diferentes. Imaginemos essa caminhada à plena luz onde você consegue ver as coisas que só conseguirá alcançar em algumas horas. Podemos dizer que você está enxergando o seu futuro. Seus olhos estão já se distraindo com motivos que só no futuro estarão próximos a você. Você os vê bem longe na estrada à sua frente. E é muito provável que a distração com essas coisas pertencentes ao seu futuro tire de você a oportunidade de enxergar e participar de tudo o que já está diante de você. O seu presente. Essa mesma caminhada na escuridão, parcialmente interrompida por uma pequena vela acesa, lhe obrigaria a reparar mais naquilo que está mais próximo. Pois o futuro só seria revelado quando a pequena luz estivesse presente. Quando você pudesse de fato participar daquele momento aí sim ele estaria à sua vista. Enquanto isso você seria obrigado a viver o presente com tudo o que ele oferece. Nós humanos somos muito criativos. Criamos tanta parafernalha, das quais nos tornamos dependentes, que muitas vezes é difícil saber dar importância às coisas certas. Um dia já vivemos satisfeitos apenas com comida e companhia. Hoje nós temos à nossa vista uma quantidade e variedade enorme de coisas que queremos ter para que nos consideremos realizados. Talvez uma pane global que roubasse toda a energia da terra conseguisse nos dar a oportunidade de reaprender quais são as coisas mais importantes. Já simulou como seria? Nenhuma energia elétrica. Um mundo sem luz elétrica, sem TV, sem rádio, sem computadores, sem celular... Assim aprenderíamos a dar mais valor a tudo aquilo que está bem pertinho de nós, incluindo aqueles que nos amam e a quem amamos também.

Um comentário:

Andrea disse...

Ameeeiiiii!!!!
Vc realmente surpreende viu, seu Bruno!!!!