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quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Viagem no Tempo

Acabo de chegar de uma daquelas viagens em que a gente voa para alguns lugares distantes no tempo. Ora embarcamos em direção àquelas diversas lembranças deixadas por momentos vividos. São os caminhos já percorridos da vida. As lágrimas derramadas, o choro engolido, os dias corridos, que sem nos dar conta se vão. Caminho sem volta, a trilha perdida, jamais esquecida, por isso traz dor. Lembranças da infância bem vivida. Das alegrias sem fim, brincadeiras, diversões, nada de preocupações. Onde o passado e o futuro estão a serviço do “Dom” da vida. Presente e Dom são sinônimos, ou pelo menos seriam se não nos tornássemos adultos, transformando o Dom em presente, mas de grego. Presente adulto, esse filho maltratado do passado e escravo oprimido do futuro.
Trago boas coisas dessa terra. Lembranças de boas gentes. Lembranças de toda sorte. São tantas que não consigo nem carregar. Algumas é melhor deixar pra trás, pra conseguir melhor andar. Perdi algumas coisas. Achei outras. É bom achar as coisas. Ganhar...novos amigos, presentes, boas palavras... Difícil é perder. Um abraço amigo Moisés, voinho Manoel, vô Adehyldo, tia Linda, guardo vocês bem vivos nas minhas lembranças. Ex colegas de classe, prometi, verdade, nunca perder o contato. Um dia desses encontrei Léo. Era um amigão meu na 5ª série. Só andávamos juntos. Ia à sua casa e ele à minha. Faz quase 15 anos. Tanta coisa mudou. Hoje mal damos um oi. Olha lá, é o Rafa, era uma criança quando o conheci. Agora está homem feito. Não vou nem falar com ele que com certeza não vai lembrar de mim. Bons tempos quando ajudava a cuidar dele no ônibus da escola.
Quando viajo para o meu passado lembro que sou conseqüência dele. Na verdade sou o meu passado somado e passado no liquidificador.
Mas nem só de ré viverá o homem. As nossas viagens no tempo também perseguem o outro lado do rio. A impressão é de estender os pés no vazio, de onde virá o chão inesperado ou, pelo menos, outrora invisível. Viagem longa, destino incerto, como diria nosso poeta Rubem Alves. Nosso avião flutua num céu nublado onde a única coisa concreta e certa é a incerteza do abstrato. Perdas e ganhos me aguardam. Muitas coisas à minha espera. Ou sou eu à espera de muitas coisas. Aliás, está aí algo que não gosto: Esperar. Odeio filas e me incomodo com atrasos. Esperar...há alguém que goste? Mas se contido no ato de confiar está a confiança, ao esperar exercitamos esperança. E esta sim é uma bela palavra. Minha filha nasceu em um hospital chamado Esperança. Mal sabíamos nós que tanto iríamos precisar lembrar o nome do hospital em seu desenvolvimento. Tenho muitas esperanças na vida. Pessoais, familiares, profissionais, ministeriais, sociais, patrióticas, divino-reais. É no esperar que tanto abomino onde encontro minha identidade, minha razão de ser, a motivação da continuação do meu caminhar. Mas chega disso. Como disse, acabei de chegar de viagem e preciso descansar. Estou exausto. É necessário recuperar minhas forças. Para receber dia a dia meu presente (Dom da vida) em construção. Para enfrentar com esperança os desafios de cada sonho. Boa noite!!!

09/04/2005

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