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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Quem matou Michael Jackson?

É curioso observar a forma como se dá o jogo de poder no mundo em que vivemos. Informação é uma palavra-chave. A concentração dessa informação é uma realidade. São menos de meia dúzia de corporações controlando 90% dos meios de comunicação mundiais. E essas pouquíssimas e gigantes corporações demonstram estar de acordo entre si. Uma grande pergunta em um contexto como esse seria: É possível saber a verdade sobre as coisas?

Michael Jackson abusou sexualmente de algumas crianças, diz a grande mídia. Após a sua morte, alguma criança já adulta nega tudo afirmando ter sido obrigada pelos pais a sustentar a calúnia. Qual a verdade? Talvez não seja possível saber a verdade sobre o abuso das crianças, sobre a sexualidade do astro ou mesmo sobre a causa de sua morte. Mas algumas verdades estão bem na cara. Não importa a vida de quem seja destruída. Não importa a ética ou o bem-estar social em um mundo prostrado diante do seu maior ídolo: O capital. E quem detém o poder e a concentração da informação molda a verdade conforme a sua própria conveniência, da forma que lhe der mais lucro.

Um aclamado jornalista brasileiro chamado Aloysio Biondi, in memorian, afirmou que depois de 42 anos de jornalismo e tendo enfrentado a ditadura, nunca viu se mentir tanto como no jornalismo atual. No documentário The Corporation, uma publicitária, ao ser questionada sobre a ética em manipular crianças a se tornarem consumidoras compulsivas, responde que esse é o seu trabalho e se é bem feito não há necessidade de se considerar qualquer ética.

O lado mais triste de toda essa história é que qualquer produto só poderá se tornar um sucesso de vendas se houver quem o compre em massa. E parece que mentiras estão entre os produtos que mais vende, ao lado de boatos e fofocas. E se for a respeito de alguém famoso melhor ainda. As corporações da informação não tem qualquer interesse em saber quantas vidas serão leve ou gravemente prejudicadas. Só lhes importa o retorno monetário que a notícia propiciará. E nós, consumidores diretos ou indiretos desse produto corrompido, poderemos estar contribuindo fortemente com essa grave subestimação de nossas capacidades intelectuais.

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