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quarta-feira, 15 de julho de 2009

O castelo indestrutível

Era uma vez uma cidade onde existiam apenas duas famílias e uma deusa cega chamada justiça. A cidade produzia alimento suficiente para todos. Havia riqueza suficiente para que toda a gente vivesse muito bem. Mas o representante de uma das famílias, chamado Edrio Moreira, resolveu se apropriar de toda a riqueza da cidade. Invadiu as propriedades da outra família roubando-lhe tudo o que tinham. Construiu, então, para a sua família um castelo riquíssimo e vivia muito bem. À outra família, representada por um homem carinhosamente apelidado em um dialeto indígena, Pagacontas, restou construir para si um barraco com os destroços que sobraram no lixo do suntuoso castelo da família Moreira.

Certo dia, vendo a família castigada por uma grave fome, o senhor Pagacontas ficou à espreita da senhora Moreira, esperando um momento em que o destino pudesse lhe dar uma pequena ajuda. Foi então que ele a viu passar com sacolas cheias de alimentos. Aproximou-se silenciosamente e, em um só impulso, enfiou a mão dentro de uma das sacolas tirando-lhe uns pães e correu com todas as suas forças para levar àqueles seus o produto tão esperado. A deusa até então cega, dona justiça, fica momentaneamente curada, condenando o senhor Pagacontas à morte e toda a sua família à miséria ainda maior que a atualmente vivenciada.

Os personagens dessa história não são totalmente fictícios, nem tão pouco a história. Porque será tão difícil entender os motivos do senhor deputado Edmar Moreira ter sido absolvido pelo conselho de ÉTICA da câmara dos deputados? Afinal, roubar alimento para socorrer uma família passando fome é que é crime de verdade que merece punição. Desviar R$ 180.000,00 por ano só de um benefício chamado Verba Indenizatória, pago pelo povo brasileiro, a família Pagacontas, isso não é nada grave. O coitadinho não fez nada de mal.

Para ajudar a esclarecer um pouco mais essas dúvidas basta acessar o site: http://www2.camara.gov.br/transparencia/vi, onde é possível ver quanto cada deputado gastou por mês dessa verba. Claro que não devemos consultar de fevereiro de 2009 para cá. Deve-se consultar antes disso. Antes da bomba estourar. É possível pesquisar pelo seu estado e ver apenas os deputados que estão representando a sua terrinha. Talvez uma olhadinha nesses gastos esclareça um pouco do porque absolver o anjinho do Castelão. Quem pode atirar a primeira pedra? Quem arriscaria ser o próximo? Ouço uma voz dizer que se forem achados pelo menos 51 justos entre esses deputados, ainda pode haver salvação a essa Sodoma e Gomorra.

2 comentários:

Business disse...

Furtar alimento para matar fome é considerado "crime famélico", sendo o autor da ação sumariamente absolvido. Infelizmente, o Poder Judiciário não pode julgar estes senhores, mas apenas eles mesmos decidem seus próprios destinos, o que é um absurdo!
Falta mesmo é vergonha na cara de nossos representantes, pois o procedimento legislativo, bem como as leis oriundas desse, é feito para favorecê-los. Como exemplo, posso citar o projeto de lei que pretendi inserir a CORRUPÇÃO no rol dos crimes hediondos. mas que foi reprovado. ¬¬

Anônimo disse...

Ah ... quem escreveu o comentario acima, fui eu: Joao Victor! Eu ainda n sei usar isso aqui!