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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Um mundo melhor é possível?

Com freqüência somos confrontados com situações que se apresentam sob diversas formas de injustiça: Má distribuição de renda, parcialidade nos julgamentos, corrupção na política, desigualdade no atendimento das necessidades humanas fundamentais, etc. Diante de quadro assim, emerge um sentimento de profunda incapacidade experimentado pessoalmente por cada indivíduo. Afinal, que peso teria a ação de uma pessoa ou mesmo um pequeno grupo de pessoas em um contexto negativo de tão grande proporção?

Várias foram as formas de descrever a sociedade humana ao longo de nossa história. Uma grande máquina, concebida pela sociedade industrial e apoiada por uma visão mecanicista ou behaviorista, onde cada unidade (indivíduos, entidades, etc.) representaria uma pequena peça dessa complexa engrenagem, com comportamento bastante previsível. Um grande organismo formado por diferentes órgãos que assegurariam a vida. Uma mega-estrutura que englobaria um conjunto de estruturas menores compostas sob relações complexas que garantissem a sua integridade. Um super-sistema formado pelas mais diversas funções que justificariam um adequado funcionamento do todo. Não importa! Behaviorismo mecanicista, estruturalismo, funcionalismo, seja lá qual for ou tenha sido a corrente a ler o nosso mundo, sempre estaremos falando de partes menores que formam um todo de uma complexidade e magnitude indecifrável.

Em todas elas, porém, a unidade tem uma influência sobre o conjunto e vice-versa. Assim como de um único vírus microscópico pode vir a ruína de um organismo zilhões de vezes maior que ele, um só homem ou mulher pode originar a queda de um grande império. Exemplos não faltam à história, de homens e mulheres que fizeram surgir movimentos que tomaram vultos tão elevados que estenderam as suas sombras de conseqüências por gerações e gerações. Personagens que conduziram mudanças significativas drásticas ou altruístas.

São bilhões de seres humanos nesse planeta. E cada um desses bilhões, como você que lê esse texto agora, tem um potencial de ser um agente de grande transformação. E cada um é automaticamente um agente de transformações. Não existe quem não mude o mundo. Dentre os que trouxeram grandes mudanças ao nosso mundo, os fatores que os impulsionaram a tal empreitada podem ter sido os mais diversos: A leitura de um livro, uma palavra, uma pequena ação de uma pessoa aparentemente insignificante, uma cena observada ou qualquer outro fato desses que acontecem nesse gigante universo de possibilidades.

O carisma de alguns líderes já conduziu milhões à esperança e também à morte. Mas ainda assim persiste uma subvalorização do potencial que carrega uma simples pessoa, como você e como eu. Ainda assim persistem muitas pretensões de compreender o mundo como um cenário de fenômenos totalmente previsíveis. Isso aqui vai piorar. Aquilo lá vai se acabar. É o fim do mundo. O pessimismo impera. Mas um sistema tão complexo, tão infinito de variáveis em cada um desses bilhões de indivíduos, é um palco perfeito do imprevisível. É um desconhecido ainda maior do que o timing dos fenômenos naturais. Com os conhecimentos tão avançados no campo da previsão dos fenômenos naturais e ainda não é possível saber com a devida antecedência o evento de tempestades e erupções de vulcões, por exemplo. Milhares ainda morrem surpreendidos pelo imprevisível. E as variáveis que determinam tais fenômenos estão mais ao alcance da ciência do que as variáveis humanas. Somos seres que podem abandonar a ternura e afeto de uma hora para outra, transformando-nos em assassinos impiedosos. Também assassinos impiedosos podem se transformar em um “Mandela”. As experiências que passamos têm resultados diferentes em cada um de nós. E são mais de 6 bilhões de surpresas humanas espalhadas por esse mundo.

Como falamos em vírus, falemos também nos anticorpos que os combatem. Melhor ainda, falemos de um contra-vírus: Organismo que acabei de criar e que tem a função de espalhar a cura pelo corpo. Ora, eu mesmo já me deparei com alguns desses. Pessoas que com a simplicidade de seus gestos do dia-a-dia nos constrangem a rever alguns comportamentos corrompidos por uma visão debilitada. Somos capazes de, à semelhança dos vírus, espalhar males que contribuirão para a doença do corpo, para o mal funcionamento da máquina, para a ruína das estruturas, para o desequilíbrio do sistema. Da mesma forma podemos conduzir práticas e pensamentos que ajudem na construção de uma sociedade mais justa, mais bela, mais humana.

A mesma imprevisibilidade que poderia trazer-nos medo, insegurança, poderá nos proporcionar a mais bela esperança. O mundo caminha para a desgraça total? Estamos seguindo rumo à completa insensibilidade e crueldade? Tudo está sempre piorando? Não acredito! Acredito na humanidade. Na nossa capacidade individual e coletiva de transformar o cenário. Não tenho como assegurar que o mundo será melhor. Sei que está fora do escopo tal previsão. Assim como está fora de qualquer escopo garantir que será pior. Tenho ao menos o direito de escolher em que eu quero acreditar. E escolho acreditar em um mundo melhor.

Um comentário:

J. P. disse...

Puta merda, cara! Depois de ler esse "textículo", cheguei a uma conclusão: Paulo Coelho é para os fracos!

Meus parabéns!

Johnny