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quinta-feira, 9 de junho de 2011

Onde estou, porquê vim e para onde vou? - Parte 2

Um ano depois, ano 2000, mudei o curso para Teologia. Algumas disciplinas e professores me proporcionaram um estudo mais crítico da Bíblia. Conhecer a história da formação e estabelecimento dos textos bíblicos foi um aprendizado importante. Saber ler o texto em seu próprio contexto foi outro importante aprendizado, assim como a crítica bíblica com o manuseio dos textos originais (grego e hebraico). Com o nascimento de Hanna, ano de 2001, e o processo crítico aguçado pelo qual eu estava passando no terceiro ano de seminário, os meus questionamentos passaram de coisas pequenas ligadas à praxis religiosa a questões relacionadas com a própria essência da religião.

O livro "As máximas de seminaristas" estava pronto, com capa e tudo, embora nunca tenha sido publicado. Ficou apenas em seu formato digital. Alguns comentários sobre o meu texto "Matando Deus para que ele viva" chegaram ao diretório acadêmico do seminário e me pediram permissão para publicar em seu jornal semanal. Foi publicado e iniciaram as reações, algumas muito positivas e outras bastante desaprovadoras. Normal.

Em 2003 iniciei a minha monografia de conclusão do curso, "Juventude e Alienação Religiosa". A essa altura eu já havia decidido não depender de salário de igreja para viver. Na verdade decidi não receber salário de Pastor, para continuar livre para falar o que penso, sem muitas reservas. Não sou contra o salário pastoral. Não receber salário como pastor foi uma opção minha, para o que eu queria para mim no futuro. No segundo semestre de 2003 entrei no colégio pastoral da Primeira Igreja Batista em Bultrins, onde todos os pastores trabalhavam voluntariamente.

Em Bultrins pude me deparar mais de perto com a extrema pobreza. Em minha primeira semana como pastor, estava no sepultamento de dois adolescentes assassinados, quando, durante o sepultamento, assassinaram outro que estava presente entre nós. Em Bultrins aprendi a ser pastor não de uma igreja, mas de toda uma comunidade. Aprendi quão pouco tinha para contribuir e o quanto precisava aprender com aquelas pessoas sofridas. As condições difíceis não eram suficientes para lhes tirar a fé, a solidariedade e o carinho com que nos tratavam.

A minha experiencia religiosa, desde a minha mais tenra infância, as dificuldades de saúde de minha filha Hanna, a abordagem diferenciada aos textos bíblicos e a experiência direta com a realidade da extrema pobreza foram moldando em mim uma nova visão de evangelho. Evangelho se tornou algo bem diferente. Evangelho e evangelizar.

[continua...]

2 comentários:

Zeff disse...

Rapaz... eu sei que vc não é novela, mais vou ter que continuar lhe seguindo... rs Abraços companheiro de caminhada.

Anísia Neta disse...

Pena que essa novela é semanal meu pastor (Zeff).
Bruno, ansiosa pelo final... até agora, claro!!!