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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Onde estou, porquê vim e para onde vou? - Parte 1

Estava por esses últimos dias tentando entender algumas de minhas decisões e posturas nos últimos anos. E quando digo últimos, estou me referindo a, pelo menos, os últimos dez anos. Não que eu não entenda, mas estava por querer fazer um exercício diferente: descrever com palavras e não apenas com os instintos e emoções. Não precisamos dar explicações para nós mesmos porque entendemos, instintivamente, o que fazemos. Mas na hora de tentar explicar para alguém... ah, isso é mais difícil.

Vou tentar escrever, então, ou seja, descrever com palavras aquilo que para mim é muito claro. Quem me conhece nos dias de hoje, por vezes estranha o meu jeito de pensar, de me expressar, de ser. Por isso evito, sempre que conheço pessoas diferentes, de me apresentar como pastor batista, ou mesmo como evangélico. Deixo as pessoas descobrirem, depois de me conhecer, para não frustrar expectativas construídas pelo estabelecimento de um padrão bem diferente do que sigo. Ao mesmo tempo, também evito negar que sou pastor, até para mim mesmo, porque assim estaria negando as próprias motivações que me tornam "diferente" do padrão. Com "diferente" não quero dizer nada além disso, nem melhor, nem pior, apenas "diferente".

Era o ano de 2001, quando um colega meu de curso no seminário (Eu estava no terceiro ano de seminário - Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife) me convidou para compor um grupo de alunos que estariam escrevendo um livro intitulado "Máximas de seminaristas". O nosso querido professor João Ferreira estava apoiando o projeto e escreveria o prefácio. O tema a mim atribuído, simplesmente, "Deus". Ora, eu acabara de descobrir que a minha filha Hanna, apenas com alguns poucos meses de vida, estava com duas lesões cerebrais devido a problemas no parto, o que acarretaria em dificuldades por toda a sua existência. Hanna tinha, em média, dezoito crises convulsivas por dia. E estava iniciando tratamento com remédio controlado. E eu estava envolvido pelo jargão religioso que dizia que "quem serve a Deus é livre de todos os males". Escrevi o texto "Matando Deus para que ele viva".

Voltando um pouco no tempo, pensando sobre os motivos que teriam me levado até o Seminário, lembro de minha infância e adolescência, inteiramente dedicadas às atividades religiosas. Gostava do que fazia e o fazia com o coração ardendo de paixão e entusiasmo. Acreditava que todas as pessoas do planeta deveriam levantar as suas mãos dizendo: "Aceito Jesus" e dedicar as suas vidas às atividades religiosas, como eu mesmo procurava fazer. Através de leituras, decobri que a Índia seria a nação mais necessitada desse tipo de salvação e foi almejando dar a minha contribuição nessa "missão" que me matriculei no curso de Missiologia do Seminário.

[...] Continua

2 comentários:

Anísia Neta disse...

Curiosa para ler a parte 2...

Um xero!

Zeff disse...

Sim, sim Bruno! Estamos aguardando a continuidade, por que, penso, que de modos diferentes, é a história de muitos companheiros e companheiros de caminhada.