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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Como uma criança

Nascemos! Tudo à nossa volta parece tão grande. Somos tão pequenos. As pessoas ao nosso redor são enormes. Os nossos pequenos passos, primeiros passos, parecem irrisórios diante da vastidão do mundo. Só nos resta brincar. Esquecer as grandes coisas e voltar-se às que estão ao nosso alcance para ter com elas uma relação de prazer.

Crescemos! Tudo encolheu à nossa volta. As pessoas já não são gigantes. Nossos passos conduzem a nossa liberdade para distante. Não há espaço nem tempo para as brincadeiras, para o prazer, somos adultos. Por outro lado, o que eram formigas para nós quando crianças, tornam-se gigantes. Os desafios, os problemas, as lutas. Gastamos todo o nosso tempo e energia servindo a esses gigantes, abdicando do prazer, das brincadeiras.

Morremos! A morte não é aquele instante em que o nosso coração pára de soprar vida para o corpo. Na verdade, é exatamente isso sim, agora revendo a frase, é uma metáfora perfeita... quando o coração pára de soprar vida para o corpo.

Não saber viver é uma doença, cegueira muito pior que a física. É impossível ter bons olhos e não conseguir viver bem. Dar muita importância a coisas bobas, alimentando ódio no coração, perdendo a paz e a ternura é não ter em conta a vastidão do universo, a complexidade da vida, os fatos de nosso mundo conhecido, as conseqüências das nossas escolhas.

Ter em mente tudo isso é saber-se pequeno e fulgaz. A nossa grandeza mora exatamente na forma com que nos relacionamos com o mundo e com as pessoas. Ser grande é saber-se pequeno, pois quem não sabe-se pequeno, acha-se superior e infalível. Quem é grande para si mesmo, quem se vê grande, não consegue se relacionar bem nem com o mundo (imperfeito) e nem com as pessoas (imperfeitas).

Quem não se fizer como um desses pequeninos (como uma criança) jamais poderá viver uma vida de prazer como o nosso Pai quer (Reino de Deus).

Um comentário:

João Victor disse...

Parabéns pelo belo textículo!