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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

É preciso saber viver

Ó Pai, perdoa-me por todos os prazeres que me neguei viver só pelo medo do que poderiam pensar ou falar de mim. Por não dar ouvidos às capacidades racionais que me deste quando por tantas vezes me trouxeram conclusões diferentes dos pacotes prontos de exigências morais impostas por uma herança social duvidosa. Pequei! Tu que criastes esse gigantesco parque de diversões que é a vida. Criastes com tanto carinho cada detalhe. Imaginando os teus pequenos filhos transbordando de prazer nesse imenso paraíso lúdico. Antevendo-os a se lambuzar alegremente em cada um desses maravilhosos brinquedos encantados. E que em algum momento, sentado em um lugar elevado com vista privilegiada sobre esse incrível empreendimento, espera ansioso para observar as reações dos pequenos desde o primeiro contato com esse mundo mágico. Esperaste de forma inquieta por esse momento em que poderia experimentar os mais intensos prazeres ao assistir os teus pequenos se entregando totalmente àquele universo propiciador das melhores sensações possíveis. Perdoa-nos! Como explicar? Chegamos aqui e o que fizemos? Apontamos para o primeiro brinquedo e dissemos: Esse não! E criamos leis severas que punissem com rigor qualquer um que se aproximasse. E fomos dessa forma cercando um por um daqueles brinquedos com que nos presenteastes. E ainda ousamos dizer que somos teus adoradores. Como? Se a adoração que querias de nós era exatamente o prazer de nos ver felizes com todos os presentes que nos destes. Como te daremos prazer se no lugar de valorizá-los a cada um, proibimo-lhos a todos o uso. Enganamo-nos achando que tantas proibições te agradariam. Perdoa-nos! Perdoa-me! Prometo esforçar-me para pular as correntes repressoras que me separam desses presentes, desses dons. Arriscar-me a experimentá-los apesar de qualquer olhar contrário. Não quero machucar ninguém, mas não tenho o que fazer se alguém resolver de própria vontade se sentir machucado por não concordar comigo. Resta-me o desafio de não me importar tanto com o que pensam ou falam de mim. Um dia chega a morte ou coisa parecida e nos arrasta moço sem ter visto a vida. E nos arrasta a todos. A mim e aos que falam mal de mim. A mim e aos que pensam mal de mim. Só não quero chegar perto do final e descobrir que nem cheguei a começar.

3 comentários:

João Victor disse...

Sem palavras ... talvez um sincero "PUTA QUE PARIU" consiga representar o impacto e a importância que este texto possui. Meus parabéns!

Rubia disse...

Parabéns Bruno, como sempre... me surpreendendo.

Andreza Lopes disse...

É meu querido me parece que há mais coisas entre os céus e a terra, que julga nossa vã filosofia...Ops! alguém já disse isso. É várias pessoas disserma muitas coisas mais ainda não havia visto nada que se assemelhasse tanto a como vejo o mundo...
Me parece que temos entre nós pessoas acordando para o propósito da vida.
Parabéns!!!