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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Sexo, Política e Rock’n’roll

Quarenta anos depois do grande encontro de Woodstock e o que mudou de lá pra cá? O festival reuniu quinhentos mil jovens. O contexto era de uma juventude que protestava, dentre outras coisas, contra a guerra do Vietnã, contra o racismo e também em favor de uma maior liberdade sexual, principalmente para as mulheres, tão intensamente castradas pelos ideais moralizantes de uma sociedade hipócrita.

Nas veias daquela juventude, misturada às drogas injetadas livremente e ao som estonteante de seus ídolos, circulava também a indignação com uma realidade de total decadência. Naquele festival era possível experimentar “3 dias de paz e música”, conforme trazia o cartaz do evento. Paz como o oposto de uma guerra injusta promovida por uma política imperialista. Paz que conduzia o alívio da dor provocada por feridas abertas pela imposição de uma moralidade castradora.

Enquanto as mulheres abriam com liberdade as suas belas pernas no festival de Woodstock para dar lugar ao prazer, nações eram cruelmente estupradas pela ideologia liberal para dar lugar à dependência do poder dominante. Os jovens tinham liberdade para se drogar ou não. Mas a droga injetada por um capitalismo selvagem não poupava a ninguém. Do meio milhão de jovens ali presentes, houve apenas um registro de morte por overdose e outro por acidente. O número de mortes provocadas pela política imperialista norte-americana é incontável. As veias abertas da América Latina ainda sangram. Ou seriam as suas pernas abertas que ainda sangram?

Diz-se que de lá pra cá a política tem perdido espaço entre os jovens, que se desencantaram depois da queda gradual do ideal comunista em todo o mundo. Tornaram-se mais individualistas e imediatistas, devotos do grande dragão “dinheiro” que consome com as suas chamas quaisquer pretensões altruístas. Os revolucionários de ontem estão hoje no poder e cantam a velha música de Belchior, dizendo que “apesar de termos feito tudo, tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais”.

Um comentário:

João Victor disse...

Bruno,

Simplesmente do caralho esse "textículo"!!!

Viva a liberdade! Ainda acredito na mudança; alguma geração futura irá se inspirar no passado, e realizará um grande evento como esse, e irá dar um rumo saudável à raça humana.

Eu começo a fazer o meu papel desde agora, quando da minha futura circunstância como Promotor, e espero conduzir muitos ao mesmo caminho!