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sábado, 15 de agosto de 2009

A Inovação no Brasil e o Cenário Internacional *

A sociedade do século XXI pulsa a uma velocidade cada vez maior. A relação espaço-tempo é significativamente afetada. Já não é tão importante a que distância estão dois pólos, mas a quanto tempo. Por isso dizemos que o mundo de hoje é bem menor que o de outrora. A velocidade dos processos encurtou a relação espaço-temporal. A internet e os avanços das telecomunicações em geral aproximaram o globo terrestre inteiro à distância de um clique.

Esse universo de mudanças e transformações ocorridas ao longo dos últimos anos interferiu profundamente, entre muitas outras coisas, nas relações de capital. Os diferenciais determinantes para uma empresa ou país ter condições de competir no mercado são totalmente distintos dos de épocas anteriores. A competitividade entre os países, que era marcada no passado pelas matérias-primas e os bens tangíveis, hoje é determinada pelo investimento no acúmulo de conhecimento. Nas últimas décadas as nações do globo estão investindo cada vez mais em conhecimento.

O investimento em fábricas e máquinas torna-se menos importante nos dias de hoje comparados ao acúmulo de conhecimento. A capacidade de se adaptar às mudanças tecnológicas e os avanços organizacionais são hoje os diferenciais onde a competitividade está mais alicerçada. Responder adequadamente e rapidamente às oportunidades e ameaças que surgem a todo instante no mercado é fator determinante para definir quem prosperará e quem sucumbirá. Os grupos que focarem suas atividades e sistemas no conhecimento estarão aptos a responderem melhor às necessidades do mercado, garantindo a sua sobrevivência e prosperidade.

O futuro do Brasil no que tange à sua projeção internacional como país inovador depende, principalmente, da iniciativa do setor público. Apesar de o comportamento das empresas brasileiras em geral estarem aquém do desejável para refletir um funcionamento focado no conhecimento, isso se deve principalmente ao mal funcionamento da máquina pública seja pela complexidade do sistema de inovação nacional ou pela sua pouca capacidade de tornar conhecidos os seus recursos disponíveis (principalmente às pequenas e médias empresas) ou ainda pela ausência de gerenciamento de todo o processo pela inovação no país.

Os desafios são grandes para a efetivação de um comportamento inovador numa cooperação conjunta entre Governos – Empresas – Universidades com a participação efetiva da Sociedade, diretamente ou através de seus representantes das organizações civis, porém as condições existem. Temos recursos humanos e financeiros para tornar realidade um sistema de inovação nacional eficaz e coerente com a especificidade da realidade brasileira. Representantes governamentais comprometidos com o desenvolvimento de seu país em benefício do seu povo, empresas igualmente comprometidas com o seu próprio crescimento no mercado internacional e com o desenvolvimento regional e universidades preocupadas na aplicação do conhecimento acumulado de forma relevante para a Sociedade é o que precisamos para termos um país inovador e bem projetado no cenário internacional.

* Artigo completo disponível em:
http://sites.google.com/site/bmontarroyos/Home/InovacaoBrasileira.doc?attredirects=0

2 comentários:

João Victor disse...

Dever-se-ia dar mais fomento às empresas nacionais, para que estas possam competir com as multinacionais aqui instaladas, e, assim, tornarem-se multinacionais também, a fim de expandirem-se aos demais países.
Todavia, esse fomento concedido deveria exigir uma contra-partida das empresas, qual seja: o investimento dessas em cursos de capacitação, treinamento, como cursos técnicos ou de formação superior, não apenas para os seus empregados (como quase a totalidade das empresas já o fazem), mas, também direcionados à população, em que os cidadãos pudessem desenvolver seus conhecimentos, e serem, até mesmo, dessa forma, futuramente contratados pelas empresas que promoveram o ensino capacitatório, conferindo o governo insenções fiscais as estas, ou por outras quaisquer do mercado, para fomentar a competitivade e o desenvolvimento econômico nacional, no qual todos saem ganhando.
Seria, mais ou menos, a filosofia do capitalismo norte-americano: produzir mais para consumir mais. Por outro lado, o que proponho seria a capacitação de toda a população, visando o desenvolvimento geral, pois, havendo mão-de-obra mais qualificada, pode-se aumentar a produção, haveria pessoas empregadas, com poder de compra, para adquirir estes produtos, e haveriam mais contribuintes tributários, e, logo, diminuir-se-ia a carga tributária, devido à existência de mais contribuintes, para cada um.
Infelizmente, a atuação das empresas acontece somente dentro dos limites das suas necessidades capitais, promovendo o ensino apenas para mão-obra necessária, não possuindo uma visão social desta questão: qual seja, promover o desenvolvimento da sociedade.

PS: Desculpe se fugir ao tema, pode dar zero! =P

Bruno Montarroyos disse...

Deixa de frescura, seu porra !!! Quem sou eu pra dar nota a alguém !!! Falou bem, mano !!!