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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Onde estou, porquê vim e para onde vou? - Parte 3

No ano de 2006 me juntei a um grupo de voluntários do Centro de Mídia Independente (indymedia), no coletivo Recife. Nas atividades dos CMI, convivia com ateus, budistas, espíritas, "Roqueiros da pesada", tatuados, homossexuais, enfim, uma variedade de gente e grupos, geralmente unidos em torno de um mesmo própósito: dar a sua contribuição para a construção de um mundo melhor para todos e todas.

Como tinha dito antes, evangelho e evangelizar se tornaram coisas bem diferentes. Durante o meu tempo como voluntário do CMI, posso dizer que fui evangelizado por ateus, budistas e todos os demais grupos e pessoas que convivi. Pessoas que com o exemplo de suas vidas, de seu compromisso com a justiça, de seu altruísmo, de sua humanidade, me acordaram para a realidade de que quem estava seguindo o caminho dos passos de Jesus eram eles e não eu.

Passei toda a minha infância, adolescencia e parte da juventude dedicado às atividades das igrejas onde trabalhei e na atividade externa de "ganhar almas para Cristo". Mas agora estava percebendo o quanto os meus passos estavam distantes das marcas das pegadas deixadas por Jesus. Ele tinha andado por caminhos bem diferentes. Ele tinha andado pelos caminhos que a maioria de nossas igrejas, infelizmente, tem evitado. Ele estava ao lado das pessoas que eu aprendi a evitar em minha vida religiosa. Ele lutava por causas que não estão na pauta da maioria de nossas igrejas.

Estudei os profetas bíblicos e comparei as suas atividades à atividade de Jesus. Como é clara a mensagem. Como se torna claro o conteúdo da "Boa Notícia" trazida por Jesus, quando o buscamos sem os nossos pré-conceitos. E me perguntei: Quem está continuando a atividade principal exercida pelos profetas e por Jesus? E comecei a enxergar pistas para essa resposta em um lugar inusitado: fora da religião. Escrevi a minha monografia da Universidade Católica de Pernambuco: Profetismo e sociedade: O evangelho fora da religião.

[continua...]

Um comentário:

Anísia Neta disse...
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