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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Não vou nada bem !

Vocês não sabem de nada, hoje vi aquele nosso colega de infância, o Carlos. Ele está muito bem, viu! Mora em um apartamento de luxo e anda por aí em um carro caríssimo.

Talvez você já tenha presenciado algum comentário parecido com esse acima. Eu pensava nisso quando estava no ônibus hoje, voltando para casa, vindo do trabalho. É interessante como ainda associamos o "bem estar" a posses materiais. Poderíamos encontrar um antigo conhecido na rua e, baseado em sinais de sua riqueza, o termos como alguém que está bem. A sua riqueza poderia ter sido lícita ou ilícita, mas continuaria sendo alguém que está muito bem.

Ser possuidor de riqueza, mesmo em uma sociedade tão racional, ainda é indicativo de bênção divina, de sucesso, de alguém vitorioso. De fato, existem muitos casos em que a riqueza é sim resultado de muito trabalho, honesto, dedicação, esforço. Mas nem sempre. Também existem os casos em que a pobreza é resultado de comodismo e vagabundagem, mas geralmente é mesmo a falta de oportunidades que determina a pobreza.

Sabem o que me despertou esses pensamentos no ônibus? É engraçado! Vez por outra encontro alguém conhecido em ônibus e sou questionado: cadê o carro? Bem, ando mais de ônibus do que de carro. Vários motivos. Horários que me permitem ir sentado sempre, linhas que não demoram a chegar à parada, possibilidade de liberdade (gosto de voar em meus pensamentos, cochilar, ler, me distrair bastante, escolher em que prestar atenção na viagem, coisas desse tipo) e ainda por cima será um carro a menos na rua. Não sou fã de dirigir em cidade, também. Acho que sou um velho. Já me disseram isso muitas vezes. Além de minhas andanças de ônibus, não sou alguém que vive comprando roupas, celulares legais. Abandonei relógio de pulso há algum tempo e estou louco para abandonar meu celular. Quero menos coisas para estarem me preocupando. Tá vendo que sou mesmo velho? Aí hoje cheguei a uma conclusão que muita gente que eu encontrar na rua vai ter certeza que eu "não vou nada bem".

E o pior é que para muita gente eu nunca irei nada bem mesmo porque não pretendo começar a me interessar por essas coisas. Não tenho nada contra essas coisas, mas é que a minha velhice precoce não deve se dispor a abrir muito espaço para elas. Continuo na minha loucura de achar que a simplicidade da vida é um luxo que não quero abrir mão. A minha felicidade sempre se esbanjou das coisas simples e muitas vezes gratuitas da vida: um sorriso, uma árvore, uma poesia, nuvens, pássaros, perfumes, livros, música, carinho e coisas assim. Dessa forma alguém como Gandhi ou Jesus, para mim, será sempre o indicativo de sucesso, "bem estar", de alguém vitorioso e não um Steve Jobs ou Mark Zuckerberg. Sobre estes últimos não saberia dizer muita coisa, se são vitoriosos ou que vão muito bem, só que têm muito dinheiro.

3 comentários:

Anísia Neta disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
João Victor disse...

Gênio! Escrita simples, mas que passa uma bela mensagem. Preciso aprender a me desprender um pouco dessa materialidade precária. Parabéns! =)

Karine Lira disse...

;)